01/04/12

Coriolano

Mais uma obra shakespeariano adaptada ao cinema. Uma Roma moderna e arcaica, uma guerra, um senado, dois “Iagos”, típico na literatura de Shakespeare, e dois homens de honra. O interessante deste filme é a forma como a multidão é manipulada, sendo instrumentalizada para o intento dos desonestos. Trouxe-me a memória o comunismo, em que o poder popular é apregoado, mas na verdade a voz do povo não passa de um instrumento que alguns líderes utilizam para perpetuarem os seus assentos no poder e viverem dissolutamente.
Não há espaço para a diferença. Todos os que não manifestem um comportamento comummente aceite são arrogantes, quando a verdadeira humildade por vezes está na integridade e no desejo de nos mantermos fieis aos nossos princípios. Recomendo.

Adn: 17

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